O Sistema Bancário

Uma Explicação Simplificada

Como o Sistema Bancário funciona

No mundo de hoje, que caminha rumo à uma crise economica mundial sem precedente, é importante enteder entender o sistema de banco central. Só assim é possível entender porque este sistema está compelido a resultar numa catástrofe economica.

Friedrich Hayek: A Desetatização do DinheiroO sistema se torna fácilmente compreensível, uma vez removidas as distrações estabelecidas pela política e pela mídia: O banco central cria dinheiro do nada com o propósito de emprestá-lo. Todo o dinheiro existente foi gerado como dívida, e potanto, todo o dinheiro existente tem que voltar ao banco, onde esse dinheiro, uma vez repago, desaparece. E neste movimento de ida, circulacão e volta, o dinheiro carrega consigo os verdadeiros valores criados pela sociedade em direção aos bancos, pelo simples fato de que é matematicamente impossível que todos os devedores repaguem suas dívidas: A divida constiste do valor do empréstimo mais os juros. Mas como o banco somente gera o valor do empréstimo, o dinheiro para os juros não existe. Ou seja: Para repagar um empréstimo ao banco, é inevitável que se cubra os juros com o dinheiro do empréstimo a terceiros. Assim sendo, com certeza matemática alguém sempre vai perder sua garantia colateral para algum banco por incumprimento de crédito. E é justamente isso que o banco deseja. O dinheiro é meramente uma ferramenta para extrahir a riqueza da sociedade. Para os bancos centrais, dinheiro não possui valor nenhum, porque eles mesmos - e somente eles - podem criar a quantia de dinheiro que eles desejem, mas não podem criar valores reais. Desse modo, os bancos apropriam-se indevidamente dos valores que são criados no processo de competição que é gerado pelo sistema de empréstimo de capital e "restituição" de capital e juros.

Uma Explicação usando um Exemplo concreto

Para melhor entender a mecânica do sistema monetário, vamos reduzir o mundo ao tamanho de uma ilha, e a população mundial de sete bilhões a dez homens - e um banco. Todos entram em um acordo de que somente o banco tem o direito de criar uma moeda funcional e que ninguém deve aceitar outra coisa como forma de pagamento a não ser este dinheiro criado por este banco. Vamos chamar este dinheiro de "dólar". Todos os dez logo vão ao banco e pegam um empréstimo de 100$ cada um, para construir uma casa para si. E todos aceitam a condição, que é que cada um deve, depois de digamos um ano, repagar a dívida de $100 mais os juros de $5. Além do mais, no contrato diz, que a propriedade, por exemplo a casa, de quem não tiver condição de repagar, passará a ser propriedade do banco.

Logo, todos voltam às suas vidas e começam a fazer negócios. O primeiro paga o segundo para fazer o fundamento, e é pago pelo terceiro para fabricar as janelas, en quanto o quarto paga o quinto para cobrir o telhado e este, por sua vez, paga o sexto para fazer a instalação elétrica. E todos eles pagam um para que ele gere eletricidade de alguma forma. Até aí, tudo bem. A economia florece, a prosperidade dos habitantes aumenta, porque todos estão trabalhando e o dinheiro se encontra em circulação. Mas mesmo se todos forem esforçados, dedicados, trabalhadores e modestos, pelo menos um irá perder tudo. Isto não é resultado de preguiça, azar, cobíça ou inaptidão. É pura matemátice, e muito simples de se entender: Somente $1.000 estão em circulação. Porém, como cada um assumiu o compromisso de repagar $105, deveriam existir no mínimo $1.050 para que todos pudessem cumprir o contrato de crédito.

E justamente este é o truque do banco: Estes 50$ extra nunca foram criados. Eles não existem. Isso quer dizer, que, se nove homens repagarem seu empréstimo e os juros, só restam mais 55$ em circulação. Mesmo com o banco usando o "rendimento" dos juros de $45 para por exemplo pagar os homens para modernizar o edifídio do próprio banco, o dinheiro em circulação não seria o bastante para que o último devedor pudesse cumprir o seu contrato. Ele terá que se declarar insolvente e perderá a sua propriedade. Contrato é contrato.

Por esta razão cada envidará todos os esforços para evitar de se encontrar na situação deste "décimo homem". Ele irá puxar ao limite seus esforços e sua capacidade de se esforçar, de trabalhar, de inventar, mas também de trapacear ou até mesmo recorrer à violência. Pela natureza deste sistema que impõe a competição como fundamento da sociedade, todos têm de ser muito cautelosos e até desconfiados uns com os outros. Cada um procura dar golpe no outro evitando, ao mesmo tempo, levar golpe dos outros. Afinal, a existência de cada um corre risco.
Mas não importa o que façam, no final das contas, pelo menos um perderá sua propriedade e todo o esforço terá sido em vão. E há um ourto aspecto: Mesmo se nove dos dez se aliassem e convecessem o décimo a descontinuar o seu processo metabólico, eles ainda se enconrariam diante de um problema: Depois de terem usado o dinheiro do expirado para pagar todas as suas dívidas, eles iriam se dar conta de que não há mais dinheiro em circulação. A economia chegaria a um impasse. Os nove teriam que pedir outro empréstimo e o jogo se repitiria, desta vez com nove participantes. No final do jogo, a ilha consistiria de um banco, um escravo algumas casas e nove túmulos.

De volta ao Presente sombrio

Projetando esta ilha ao mundo e os dez homens às nações do mundo, é mais fácil enteder, porque o mundo é do jeito que é. Nós nos encontramos em uma permanente luta uns contra os outros. Geralmente se usa o termo "competição", que insinua um significado desportivo, enquanto deveria-se usar o termo mais honesto, que seria "conflito". Até mesmo dentro de um time ou de uma equipe em uma empresa há um conflito de todos contra todos. Ninguém, também neste caso, quer ser o "décimo homem", ou seja, o primeiro na lista do chefe a ser demitido na próxima "adequação de pessoal". Quem aceita fazer hora-extra sem ser remunerado, ou quem apefeiçoou a arte detramar e intrigar contra colegas, melhora a sua posição tanto quanto aquele que aproveita de oportunidades de ensino ou treinamento superior.

Visto a nível nacional, isto significa que pelo efeito do juro composto, a economia está condenada a crescer incessantemente, como um câncer, e por isso as pessoas estão compelidas a explorar umas às outras. Quando isso não funciona mais, geralmente os exércitos entram em ação. Constantemente ocorrem guerras e conflitos em algum lugar no globo, e a razão são sempre os recursos que lá existem e que alguma economia de algum país necessita para poder continuar na "competição" econômica. Direitos humanos não fazem parte do jogo. Quando ler "direitos humanos", entenda 'direitos de mineração'. Essa forma de atuar é chamada de 'estratégia da tensão'. Mantendo o planeta num estado de guerra permanente, aos grandes bancos não importa quem ganhe ou quem perca. É como no cassino: O banco sempre ganha. Na última análise, todos trabalham para algum banco, diretamente, como os associados do banco, ou indiretamente, como o resto dos empregados. Os bancos centrais são o Α e o Ω, a fonte do dinheiro e também o seu destino. Lá ele se criou, para lá há de retornar.
Nações somente ganham as guerras. Os lucros, porém, vão para os bancos que financiaram a máquina de guerra do vencedor - e provávelmente também a do derrotado. O vencedor saqueia o derrotado e o saque é confiscado pelos bancos, pois é aos bancos que o vencedor deve - depois da guerra muito mais que antes. Logo, todas as dívidas são anuladas, a moeda e "reformada", novos empréstimos são feitos para ambas as partes e o jogo se reinicia. Um novo cíclo de juros começa:
Reconstrução → "Milagre econômico" → Conjuntura em Alta → Estagnação → Críse de Dívida → Críse Economica → Crise Econômica Mundial → Guerra → Redistribuição de Bens → Reforma Monetária → Reconstrução

Dinheiro governa o Mundo - mas quem governa o Dinheiro?

Ludwig von Mises: Intervencionismo, uma Análise EconômicaA maioria das pessoas segue acreditando na estória de acordo com a qual o dinheiro é criado pelo governo. Iste é uma falácia. Se o dinheiro fosse emitido pelo governo, o governo não estaria individado. É simples lógica. Se o governo tivesse o comando supremo, ele poderia simplesmente imprimir seu próprio dinheiro ao invés de pedir dinheiro emprestado e ter que repagá-lo com juros. Também, se o governo tivesse o poder de emitir dinheiro, porque então todos os governos do mundo estão endividados - no topo da lista, curiosamente, estão as nações economicamente e industrialmente mais avançadas? A quem devem? Uns aos outros? Mas então a soma total de todas as dívidas externas deveria resultar em 0, porém resulta em $60.000.000.000.000 e no mundo inteiro só existem quatro países sem dívidas: Brunei, Macau, Palau e Liechtenstein. A quem deve o mundo? A marte? A Júpiter? Não. A bancos centrais privados.
A explicação é bem mundana: Como todo o dinheiro no mundo é criado exclusivamente por bancos com intenção de emprestá-lo, todo o dinheiro do mundo está programado para voltar ao banco emitente. A conditio sine qua non para este dinheiro sair em circulação é que este dinheiro retorne ao banco.
Governos vão e vêm. Governos são fácilmente substituídos. Os grandes bancos sobreviveram todas as tempestades dos útimos seculos e sairam fortalecidos de cada críse. Quanto maior o cataclismo, mais poderosa se torna a alta finança. Não por sorte ou coincidência, mas por razões intrínsecas ao sistema monetário.

A propaganda sugere que o governo está acima dos bancos na hierarquia, mas uma vez que se entende o mecanismo e a intenção por tráz deste sistema, é fácil ler e entender a "Matrix", e constatar que muitas coisas são exatamente o contrário daquilo que aparentam ser. Se o governo estivesse realmente acima dos bancos, ele poderia simplesmente cunhar três moedas de platina com um valor nominal de um trilhão, declarar essas moedas como moeda corrente ou moeda funcional e com elas repagar suas dívidas. - "Fica com o troco..."
Mas o governo não é o senhor. O governo é o devedor, e por isso o súdito do banco. Ele se responsabiliza com o patrimônio de seus cidadãos. O cidadão é o fiador do governo, e o governo é somente o capataz que estala o chicote. A cada quatro anos os escravos tem o direito de votar para decidir sobre a cor do uniforme do capataz. Assim o povo segue achando que tem escolha e com isso, o poder.

O crescimento linear de qualquer economia não pode acompanhar o crescimento exponencial dos juros compostos no sistema. A um certo ponto a economia estoura e para, como aconteceu na decada de 1930. Os economistas chamam isso de "Crash". O colapso iminente da economia mundial é não só inevitável ou só intencionado. Ele está tecido à natureza do próprio sistema.
O que acontece quando um sistema economico deste porte colapsa, é uma redistribuição acelerada do patrimônio de muitos para poucos. O que a maioria considera uma críse, para o cartél bancário é natal. O colapso é a hora que o cartél recebe o que milhares de pessoas trabalharam gerações para criar. Porém, cada críse traz também chances. É a hora na qual velhas dinastias desaparecem e novas surgem.

Depois da colisão do Titanic com o iceberg[1], quando a áqua já estava inundando a proa, diz-se que Bruce Ismay exclamara que aquele navio fosse impossível de afundar. Thomas Andrews, o engenheiro-chefe, respondeu: - »Ele é feito de ferro, meu Senhor. Eu lhe asseguro que é possível, e que ele irá afundar. É uma certeza matemática.«


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[1] Aqui se mostra o perspectivismo de Nietzsche: Aquilo que hoje nós chamamos a "catástrofe do Titanic", para as logostas na cozinha do navio foi mais que um milagre, muito além de qualquer probabilidade.


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